Minha experiência como jovem aprendiz no CIEE começou por influência dos meus dois irmãos mais velhos, que também foram jovens aprendizes pelo CIEE e me recomendaram a oportunidade. Minha principal motivação era poder ajudar em casa, mas também queria sair da minha zona de conforto, conhecer novas pessoas e aprender coisas diferentes.
O processo de seleção foi bem rápido. Quando cheguei ao CIEE, a Cris me explicou que eu deveria escolher entre duas empresas para enviar meu currículo e também me orientou a fazer o cadastro no site do CIEE. No começo, senti muito medo e ansiedade. Quando chegou o dia da entrevista, fiquei com bastante medo, mas também um pouco animada. A entrevista foi bem diferente do que eu imaginava: foi rápida e as perguntas eram simples. No dia anterior, eu tinha feito de tudo para decorar meus dados importantes para não passar vergonha, mas, quando cheguei lá, nem precisei usar tudo o que tinha estudado.
Minha primeira impressão da fábrica foi curiosa, pois achei que ela parecia muito com aquelas fábricas indianas que vemos em filmes e vídeos, principalmente no setor dos doces. Apesar da curiosidade, meus primeiros dias no CIEE foram difíceis. Eu sentia muito medo e ansiedade, e todos os dias pareciam não ter fim. Porém, durante esse período, aprendi muitas coisas que eu não sabia, como os direitos dos jovens, segurança no trabalho e a importância da comunicação dentro de uma empresa.
Uma situação que me marcou bastante aconteceu durante uma atividade em que precisávamos fazer um cartaz sobre xenofobia. Enquanto eu estava realizando a tarefa, fui levantar e acabei caindo. Fiquei com tanta vergonha que, naquele momento, só queria desaparecer. Apesar de ter sido uma situação constrangedora, hoje consigo olhar para isso com mais leveza e até dar risada.
No meu primeiro dia de trabalho, meu encarregado me ensinou a fazer a mistura do aroma com o corante. Eu estava tão nervosa que acabei derramando tudo para fora do potinho. Na minha cabeça, eu imaginava que o trabalho seria muito difícil, mas, com o tempo, consegui me adaptar rapidamente. Meu maior desafio, porém, foi a comunicação. Como sempre fui uma pessoa mais reclusa, ter que conversar e me comunicar com outras pessoas se tornou algo difícil para mim. Também demorei um pouco para me adaptar ao setor dos doces, mas meu encarregado me ajudou bastante durante esse processo.
Quando fui para uma turma nova, fiquei um pouco perdida. Porém, diferentemente da turma de integração, dessa vez não me senti tão sozinha. Minha relação com os colegas é tranquila e também gostei bastante dos professores, que sempre foram gentis comigo. Sendo bem sincera, ainda não me adaptei cem por cento ao CIEE, mas acredito que estou evoluindo aos poucos.
Graças ao CIEE, consegui melhorar um pouco minha comunicação e me tornei uma pessoa mais responsável. Também aprendi a agir de uma maneira mais adequada no ambiente de trabalho e a lidar melhor com situações que antes me deixariam muito nervosa. Para mim, só o fato de conseguir estar fora de casa, trabalhar e conquistar meu próprio dinheiro através do meu esforço já representa uma grande conquista.
Para o futuro, quero fazer um curso de desenho e continuar aprendendo mais, principalmente em uma área que gosto. Acredito que essa experiência como jovem aprendiz pode me ajudar a descobrir novas possibilidades e a desenvolver habilidades importantes para alcançar meus objetivos.
Por fim, meu conselho para outros jovens que estão começando é: mesmo que pareça muito difícil no início, é importante dar o primeiro passo. Às vezes, sentimos medo antes mesmo de tentar, mas, quando temos coragem de começar, novas oportunidades aparecem e portas podem se abrir. Minha experiência no CIEE me mostrou que sair da zona de conforto pode ser assustador, mas também pode ser uma das melhores formas de crescer e descobrir do que somos capazes.
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