Quando decidi entrar no programa de jovem aprendiz pelo CIEE, a ideia veio de um lugar bem prático: minha noiva já tinha passado por essa experiência um ano antes e eu ainda tinha idade para participar. Como estava no começo de desenvolver minha própria empresa, vi ali uma chance de ter uma renda extra, apoiar as contas de casa e, ao mesmo tempo, ganhar experiência real. O processo seletivo foi surpreendentemente tranquilo e rápido. Como já tinha um currículo bem estruturado de outras vivências, fui com a mente leve e acabei conseguindo a vaga bem mais rápido do que imaginava. Não senti nenhum grande desafio naquela etapa; tudo fluiu de forma natural.
A primeira visita à empresa também foi bem serena. A equipe nos mostrou o espaço, explicou o funcionamento geral e a entrevista aconteceu só entre mim e a entrevistadora. Foi uma conversa simples, direta e focada no que realmente importava. Mesmo sabendo que a empresa enfrentava algumas questões judiciais, o que mais me chamou a atenção foi a simpatia e a atenção dos funcionários. Saí de lá com uma boa impressão.
No módulo integrador do CIEE-PR, as coisas ficaram um pouco mais desafiadoras para mim. Não sou muito de socializar, embora não tenha problema em situações de grupo. Não foi totalmente confortável, mas também não foi ruim. Acabei aprendendo bastante sobre sociedade e sobre o mundo profissional, e, principalmente, tive a chance de enfrentar minha timidez em público e treinar a oratória. A parte mais difícil foi mesmo a apresentação geral que tivemos que fazer. Fiz alguns colegas, mas amizades mais profundas ainda não são meu forte.
Na primeira semana de trabalho na Prodasa, empresa focada em doces, o clima foi de descoberta. Eu já tinha uma noção de como as coisas funcionavam, mas o ambiente acabou sendo melhor do que eu esperava. Comecei ajudando na organização das formas que iam para a estufa. O maior desafio foi pegar a agilidade necessária para acompanhar o ritmo de quem já estava lá há mais tempo. Aprendi a lidar com máquinas que nunca tinha visto e a própria encarregada foi fundamental na minha adaptação, sempre paciente e atenciosa.
A adaptação à turma também foi tranquila. O grupo era bem variado, mas todo mundo educado e sociável, o que me deixou à vontade. Demorei um pouco para começar a conversar de verdade, mas os instrutores foram bem pacientes com o tempo de cada um. Não senti nenhuma dificuldade muito grande nessa fase.
Olhando para trás, as conquistas foram várias. Aprendi bastante sobre assuntos gerais e, principalmente, melhorei meus hábitos sociais. Ganhei agilidade em tarefas repetitivas e detalhadas, conheci o funcionamento de maquinários e processos industriais de organização. Senti uma mudança real na forma de lidar com responsabilidades e disciplina. Além disso, a estabilidade financeira que o programa me deu ajudou bastante no desenvolvimento da minha empresa, me dando mais tranquilidade para evoluir. No fim, o que mais cresceu foi o meu desenvolvimento pessoal: experiência, conhecimento e uma visão mais ampla da vida e da sociedade.
Hoje, meu objetivo profissional é abrir uma fábrica focada em distribuição B2B. Estou estudando programação e pretendo, no futuro, abrir uma ONG para apoiar moradores de rua e pessoas em situação de vulnerabilidade. Também quero dominar inglês, espanhol, japonês e francês. O CIEE me deu a estabilidade necessária para investir na minha empresa sem ficar despreparado. Nos próximos dois anos, quero conquistar um espaço adequado, contratar pelo menos dois funcionários e expandir de 23 para cerca de 70 lojas. Se eu pudesse deixar um conselho para quem está começando, seria: aproveite a oportunidade. A gente tem privilégios que só se transformam em algo grande quando a mente está aberta e disposta a crescer.
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