A minha trajetória como Jovem Aprendiz no CIEE-PR começou de forma bem direta, mas com alguns contratempos. Me candidatei pelo site da instituição, fui chamada para a entrevista e acabei sendo aprovada de primeira. A conversa com a profissional do RH foi extremamente leve e tranquila, o que me deixou surpresa. O grande problema foi que, por não estar matriculada na escola naquele momento, perdi a vaga inicial. A contratação só se concretizou de fato dois meses depois, assim que consegui resolver a questão da minha matrícula escolar.
Quando iniciei o Módulo Integrador no CIEE-PR, enfrentei desafios pessoais bem complicados. Apresentar trabalhos na frente da turma era algo que me causava um enorme desconforto, e no início eu me sentia bastante sozinha, como um peixe fora d’água. Apesar de odiar essa exposição, reconheço que encarar essas atividades foi um passo importante para o meu amadurecimento. Mais tarde, ao integrar a nova turma de aprendizagem, o processo se tornou bem mais leve graças ao acolhimento das minhas colegas.
No entanto, a primeira semana de trabalho no chão de fábrica foi disparada a parte mais difícil de toda a experiência. O esforço físico exigido na linha de produção fazia o meu corpo latejar de dor e me deu uma vontade enorme de desistir logo no primeiro dia. Além do cansaço, enfrentei acidentes práticos: me queimei ao tentar aprender a mexer na máquina de empacotamento e machuquei os dedos manuseando as formas de suspiro. Consegui superar esse período crítico principalmente com o auxílio da minha supervisora e de outros funcionários com mais tempo de casa.
Ao avaliar tudo o que passei, vejo que conquistei aprendizados valiosos. Além dos conhecimentos práticos sobre segurança no trabalho, a minha maior evolução foi na parte da comunicação. Eu era extremamente introvertida e tinha o impulso de fugir de qualquer interação social; hoje, embora ainda sinta essa vontade no fundo, consigo me posicionar, conversar e realizar as minhas tarefas sem recuar.
Olhando para o futuro, planejo migrar para a área administrativa e, mais para a frente, buscar o ensino superior para lecionar Sociologia ou atuar como Psicóloga. A partir de tudo o que vivi nessa jornada, o principal conselho que deixo para um novo aprendiz é: dedique-se e tente dar o seu melhor, mas reconheça os seus próprios limites. Oportunidades de trabalho e novas vagas sempre voltam a surgir no mercado, mas a preservação da saúde mental deve vir sempre em primeiro lugar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário